"Uma intensificação da crise da zona do euro, sobretudo se a tensão se estender à região central, poderia ter grandes consequências globais", advertiu o Fundo, que publicou nesta
terça-feira seu relatório anual sobre a economia da zona do euro. "Os atrasos na resolução das crises poderiam ser custosos para a zona do euro e para a economia global", insistiu o FMI. Para impedir um recrudescimento da situação, que ameaça agora arrastar a Itália e a Espanha, o Fundo pediu que se implementem plenamente os programas de ajuste fiscal na Grécia, Portugal e Irlanda.
Essa implementação, segundo o FMI, deve ser acompanhada de um financiamento "adequado" que respalde a viabilidade da dívida e soluções baseadas no setor privado para os problemas bancários.
O conselho executivo do FMI defendeu após analisar as conclusões do relatório, que se mantenham as medidas de apoio monetário o tempo que for necessário e que se amplie o capital dos bancos além dos requisitos do acordo Basileia III, que estabelece padrões globais de disciplina fiscal.
Nesse sentido, Luc Everaert, responsável do FMI para políticas à zona do euro, assinalou nesta terça-feira em entrevista coletiva telefônica que "a maioria dos bancos deveria reforçar seus cofres de capital, pois isso reforçaria a confiança na capacidade para superar lacunas como esta".
O alto funcionário considera provável que a Europa necessite aumentar os recursos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) para prestar auxílio econômico a países com problemas de financiamento.
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